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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Carta aberta aos que condenam as pilhagens


Em antecipação da palestra A Recusa da Cidade, por Evan Calder Williams, no Maria Matos, vamos aqui publicar a tradução portuguesa da Carta Aberta aos Condenam as Pilhagens (Edições Antipáticas, 2011), uma reflexão a propósito dos motins e pilhagens de Londres. Tanto mais que o essencial deste texto ultrapassa o seu contexto original:

"quando os pobres ficam mais pobres, as suas necessidades – e desejos, essa coisa que as classes médias e altas tanto gostam de menosprezar, como se querer algo que não temos dinheiro para comprar significasse que somos tontinhos – não têm a gentileza e boa educação de desaparecer. Tornam-se, pelo contrário, mais desesperadas, as zonas da cidade divididas de forma mais vincada e a polícia mais bruta."
 Como esta foi originalmente publicada numa série de posts no Socialism and/or Barbarism, vamos também aqui dividi-la em partes.


Carta aberta aos que condenam as pilhagens

Evan Calder Williams


Caros todos,

Temo que nada tenhamos a dizer uns aos outros.

O que se segue pode por isso constituir uma das metades de um diálogo, da mesma forma que berrar em frente a uma jukebox feita de gelo o seria. É concebível que o próprio esforço de falar – uma certa quantidade de ar quente – amoleça um pouco a superfície, mas não deixa por esse facto de ser uma discussão unilateral. E não implica, igualmente, que vocês possam ou cheguem de facto a interromper a repetição dos discos que vos foram dados para tocar, essas vossas frases e evasões em circuito fechado e contínuo.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Screw us and we multiply

Hoje à noite (10h) modero um debate no Bartô, organizado pela Zona Franca, com a presença de Alexandre Abreu http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/; Luhuna de Carvalho http://www.spectrum.weblog.com.pt/; Renato Teixeira http://5dias.net/ e Tomás Vasques http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/.  

Os motins de Londres deste ano são o mote para uma discussão que certamente nos levará a puxar pelos fios ainda soltos do ciclo de revoltas,  insurreições e ocupações que atravessamos, e a pensar o fazer, desfazer e refazer das linhas de antagonismos e solidariedades que o caraterizam. Espera-se um cocktail de análise amotinadamente crítica e ânimos criticamente exaltados. Apareçam.